Um ano após massacre, 16 presos de Alcaçuz continuam sumidos - 2ª Parte
Continuando com o G1/RN.
Eles foram retirados da unidade ainda nos primeiros dias da rebelião e transferidos de avião para o Presídio Federal de Porto Velho, em Rondônia, onde permanecem desde então. São eles:
1- João Francisco dos Santos, ‘Dão’, 31 anos. Condenado a 39 anos de prisão por ter matado o radialista F. Gomes, em Caicó. É natural de Caicó/RN;
2- José Cláudio Cândido do Prado, ‘Doni’, 38 anos, natural de Campo Grande/MS. Condenado a 75 anos de prisão pela prática dos crimes de homicídio, roubo e tráfico de drogas;
3- Paulo Márcio Rodrigues de Araújo, 32 anos: É preso provisório, ainda não foi condenado. É da cidade de Ipanguaçu/RN;
4- Tiago de Souza Soares, ‘Decinho’, 31 anos, natural de Mossoró/RN. Condenado a 38 anos e seis meses de prisão pela prática dos crimes de homicídio e tráfico de drogas;
5- Paulo da Silva Santos, ‘Paulo Fuzil’, 42 anos, natural de Linhares/ES. Condenado a 32 anos de prisão pelos crimes de extorsão e tráfico de drogas.
Além dos cinco transferidos para Rondônia, outra medida adotada pela Sejuc como tentativa de reduzir a tensão em Alcaçuz foi a remoção de outros 220 presos, que foram levados para a Penitenciária Estadual de Parnamirim. Processos arquivados. Já os processos que tratavam dos danos causados ao patrimônio público – em razão da destruição quase que completa da penitenciária – estes acabaram arquivados. Segundo a Polícia Civil, 111 presos chegaram a ser indiciados pela quebradeira, mas o juiz Rainel Batista Pereira Filho decidiu por extinguir qualquer possibilidade de punição por considerar que faltaram elementos que atestassem a materialidade e indícios de autoria. A decisão do magistrado também mandou arquivar as acusações de associação criminosa, resistência, motim, apologia ao crime, porte ilegal de arma de fogo e tráfico de drogas. Oficialmente, 26 corpos foram retirados de Alcaçuz. Destes, 15 decapitados. Outros foram encontrados esquartejados e quatro deles inteiramente carbonizados. Hoje, passados doze meses, um corpo continua oficialmente sem identificação e outro, cujo resultado de DNA realizado na semana passada deu positivo, ainda depende de uma certificação para que o nome possa ser divulgado. Ó Wall!!! Continua...

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