'Fui salva por alguém que doou'- 2ª Parte

CONTINUANDO com a G1 PB. Entre sessões de quimioterapia e radioterapia, ela teve que interromper os estudos por um ano. “Precisei de várias doações de sangue e plaquetas e sempre tive dificuldade de conseguir doadores, principalmente naquela época, em 2001. Mas, graças a Deus, consegui. Meus familiares iam chamando amigos, gente que conhecia, e meu pai ia buscar”, comentou. Renata participa de campanhas para incentivar a doação de sangue. Segundo Renata, a maior dificuldade é conseguir plaquetas. “Tem paciente que precisa de plaquetas de oito em oito horas. Mas para conseguir uma bolsa de plaquetas, é preciso cinco bolsas de sangue ou uma doação por aférese, que é mais complicada e precisa de agendamento. Então alguns pacientes não conseguem sobreviver, porque demora a chegar a doação”, lamentou. Além de participar de campanhas e projetos de incentivo à doação de sangue, Renata, aos 27 anos, também coordena um projeto de auxílio a crianças com câncer há dois anos. O projeto dá suporte por meio de acompanhamento hospitalar e campanhas de arrecadação de alimentos e dinheiro para o tratamento. Renata explicou que no início foi complicado reviver momentos difíceis relacionados à doença que ela teve na infância, mas sabe que o trabalho é necessário. “Não entendia muito bem Deus me colocar nessa situação. Mas hoje vi que essa é minha missão. Já perdi muitas crianças ao longo desse trabalho, mas cada vez tenho mais força para lutar por eles. Através da minha história, posso dar força e esperança para eles”, comentou. Ó Wall!!! FIM

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